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PAPEL DA FAMÍLIA NA PREVENÇÃO

O papel da família na prevenção ao uso indevido de drogas
 
 
Manter a atenção aos cuidados básicos e também à afetividade que deve ser expressa desde o nascimento, como o contato físico, manifestações de ternura e amor por parte dos pais.
 
Estimular, desde a primeira infância, a qualidade de vida: o não uso abusivo de bebidas alcoólicas, de cigarros e medicamentos, não ter compulsões pelo trabalho, não comer demais, não comprar demais, etc.
 
Apoiar e respeitar a individualidade, despertando no indivíduo, o senso crítico, a coerência, a responsabilidade e principalmente que ele deve aprender a dizer não. Ensinar aos jovens que suas escolhas  sempre  têm  conseqüências.
 
Conhecer e interagir com os amigos dos jovens, observando principalmente os seus padrões de comportamento.
Conhecer as famílias destes também é importante.
Mais importante que acompanhar o momento em que o jovem sai de casa, é observar como e com quem ele retorna.
 
A família é a responsável pela educação dos seus filhos e deve ver a escola como parceira neste processo. Não é a escola que tem problemas com drogas, são os alunos que a freqüentam que eventualmente os possuem. É importante ter uma participação ativa junto à escola.
 
Estar atento às pressões que o grupo social exerce sobre o jovem. Deve-se acompanhar os modismos porém, ensiná-lo a resistir às pressões destes grupos. (de amigos, a chamada  família paralela).
 
Orientar o jovem de forma clara, precisa e contínua  preparando-o para o futuro. Usar exemplos práticos e convincentes. Atuar constantemente se contrapondo ao imediatismo e a impulsividade, que se apresenta até como característica natural dos jovens.
 
Estimular que o jovem sempre busque ajuda dentro da família, mostrando que esta é confiável e se posiciona de modo acolhedor. Sempre se prontificar apoiar as decisões certas e coerentes na busca de soluções para seus problemas, por mais graves que estes sejam. Se pedir para o jovem falar a verdade, ouça, não o julgue e estabeleça uma relação de confiança. Incentive  a verdade por mais dura que  seja.
 
Não crie ou embarque no conflito de gerações. O jovem é por natureza de espírito revolucionário. Lembra-se? Não se acomode a este fato: busque informações para poder orientá-lo.
 
Lembre-se de que a adolescência é uma fase de transição entre a infância e a idade adulta. Nesta fase o jovem  é “onipotente”,  “egocêntrico” e muitas vezes é egoísta. Ele precisa aprender a deixar de ser criança e você a tornar-se pai de um jovem que cresceu. Estimule nele comportamentos positivos. Vá com calma, mas vá. Lembre-se que o seu comportamento é um exemplo para ele e que um exemplo fala mais que dez palavras.
 
Se não sabe, aprenda a ouvir, ouvir de novo e a ouvir mais uma vez e de novo ainda. Além disto, ouça mais uma vez. E não  só  isso: observe e enxergue.
 
Nada de só proibir, aprenda a ouvir e a “ler” as “entrelinhas” de seu comportamento. Lembre-se, o corpo também “fala”. Mas não tenha medo de proibir quando necessário.
 
Reavaliar os valores super-rígidos, geralmente presentes. Rigidez é diferente de firmeza e ambos são diferentes de impor limites adequados. Frouxidão também não é a melhor saída. Deve-se ter equilíbrio, entre firmeza, flexibilidade e ternura.
 
Ao dirigir-se ao jovem, mantenha uma linguagem coerente, isto é, adequada à sua posição e à sua idade (pais ou responsáveis, irmão mais velho, etc.) nada de modificar a linguagem para a deles querendo se mostrar “avançado”, “sabedor das gírias deles” etc.
 
 Estabelecer permanentemente o diálogo na família.
  
Oferecer momentos de lazer, ou ocupação salutar, como forma de aproximação. Procure um evento que não seja só “de jovem” e não seja só “de coroa”, ache algo comum que motive a agrade a ambos.
 
Valorize uma vida saudável, ajudando o seu filho a vencer as frustrações, enfatizando a vida e a auto-estima.
Incentive a prática de esportes e atividades culturais.
 
Preste atenção às mudanças súbitas de comportamento do jovem. Não as minimize, achando que são momentâneas ou passageiras, tampouco as maximize, pois podem ser modificações próprias da idade.
 
 Certos sintomas e sinais podem ser indicativos de que alguém
está usando drogas.
Observe! Os principais são:
           Mudanças súbitas de comportamento, alterações de sono e de apetite;
          Dificuldades de aprendizagem e queda de rendimento escolar;
          Longos períodos de isolamento;
          Pupilas dilatadas e uso freqüente de colírios ou de óculos escuros mesmo sem necessidade; nariz escorrendo;
          Conversas evasivas sobre novas amizades, ou telefonemas anônimos;
          Sumiço de valores em casa, ganhos ou perdas anormais de dinheiro.
              Procure ajuda, para ajudar
            www.antidrogas.pr.gov.br 
           telefone: 41-32217273 SEJU/CEAD
 
 
 
 
 
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