ANVISA, Comunidade Terapêutica e o Preconceito.
Por Ataide Lemos 27/03/2007 às 11:01
As normas da ANVISA para o funcionamento das CTs de certa forma são bem vindas, pois, o propósito delas é dar melhores condições de tratamentos, de alojamento aqueles que buscam trata-se da dependência química através das CTs. Quem dera todas as entidades que atuam nesta área pudessem dar aos seus pacientes todas as condições necessárias como pede a Agencia da Vigilância Sanitária, sem a necessidade que ela exigisse baixar tais normas. Porem, vivemos uma realidade completamente diferente nas CTs.
ANVISA, Comunidade Terapêutica e o Preconceito.
As normas da ANVISA para o funcionamento das CTs de certa forma são bem vindas, pois, o propósito delas é dar melhores condições de tratamentos, de alojamento aqueles que buscam trata-se da dependência química através das CTs. Quem dera todas as entidades que atuam nesta área pudessem dar aos seus pacientes todas as condições necessárias como pede a Agencia da Vigilância Sanitária, sem a necessidade que ela exigisse baixar tais normas. Porem, vivemos uma realidade completamente diferente nas CTs. Enquanto há pouquíssimas CTs que ofereçam aos seus pacientes (recuperando) todas as condições seja de infra-estrutura, de corpo clinico os quais seus clientes são filhos de profissionais liberais classe A,B; são filhos de industriais, de grandes empresários ou mesmo filhos de políticos, a maiorias das CTs seus clientes são jovens e adultos moradores de rua, ou de famílias que vivem com 1, 2, 3 salários mínimos e que, jamais teriam acesso as estas clinicas citado acima. Muitas famílias não podem contribuir com 1 salário mínimo para manter seu ente numa CT pelo tempo necessário para desintoxicação. É comum famílias se unirem e pedir ajuda há outras entidades, associações, igrejas para poder manter o ente internado por um pequeno período numa CT. Como o processo de tratamento é lento e varia de pessoa para pessoa quando o ente dependente recai após uma internação a família tem que abrir mão de ajudar-lo novamente, pela vergonha de ter que pedir ajuda financeira de novo.
Atualmente mais de 90% das comunidades terapêuticas somente sobrevivem porque seus diretores são pessoas abnegadas e conseguem ajuda financeira de pessoas da sociedade que são imbuídas do espírito de solidariedade. Muitas destas contribuições pequenas vêm de pessoas extremamente espirituais e daquelas que já passaram pela drogas em sua família e que atuam em grupos de apoio. Há varias entidades que sobrevivem porque vendem produtos que os recuperandos produzem na laborterapia. Quase que a totalidade das CTs não recebem repasse algum governamental nem de ordem federal, estadual ou municipal. O que há são exceções, isto é, entidades que acabam sendo apadrinhados por políticos ou mesmo alguns gestores municipais que prioriza o social e então, fazem alguns tipos de convênios com CT, mas volto a dizer, são exceções.
A partir do exposto fica a pergunta; como entidades que vivem com o pires na mão, vivendo apenas do hoje para manter seus recuperandos pode atender as exigências da ANVISA? Jamais elas poderão se adequar a não ser que o estado que criou tais exigências repassem recursos a elas ou mesmo ele ( estado) assuma tais infra-estruturas, ou ainda que o estado faça sua parte promovendo convênios com as CTs para que assim, elas tenham condições financeiras para se adequarem o que pede a ANVISA.
Em todos os Encontros, Conferências, Fóruns promovidos onde o tema é drogas, as reivindicações das CTs é o repasse de recursos por parte do governo, coisa que nunca sai do papel.
Um outro ponto que queria abordar no artigo é que existe uma serie de criticas infundadas sobre as CTs. É comum vermos ser levantado que os diretores de CTs se aproveitam para extorqui seus recuperando ou, mesmo aplicando metodologias medievais e fundamentalistas àqueles que procuram tratamento. Vejo nestas criticas muitas inverdades.
Primeiramente, é preciso dizer que em tudo há os bons e os maus. Como há bons políticos tem os maus, como há empresas honestas existem as empresas desonestas; como há entidades sérias também há entidades desonestas. Esta questão de bem e de mal esta na pessoa e não podemos generalizar. Para isto existe a fiscalização, as leis que coíbem tais práticas. Quando o caso passa para a esfera ilícita quem deve atuar é a justiça. Não se pode generalizar, isto é, porque uma entidade é evangélica, é católica ou de uma outra qualquer espiritualidade ela é boa ou é ruim. Isto para mim tem um nome que se chama preconceito.
Ainda sobre a metodologia é preciso dizer que em qualquer CT o tempo de permanecia no tratamento está condicionado ao recuperando, mesmo que a entidade tenha um período predeterminado. Isto é, o recuperando sai no momento que tiver vontade, isto já elimina o conceito de metodologia medieval e fundamentalista, pois, o recuperando permanece na CT por livre espontânea vontade. Sendo assim, quando ele decide por permanecer é porque está de acordo com a metodologia aplicada.
Finalizando, não tenho duvida em afirmar que nos dias atuais a grande maioria de pessoas que tem problemas com drogas ou álcool e que estão em tratamento estão se tratando em alguma Comunidade Terapêutica. Como também não tenho duvida em afirmar que a grande maioria destes que estão em tratamento nas CTs são pessoas carentes sem condições de custearem seus tratamentos com 1 salário mínimo. Enfim, são estas entidades que não recebem ajuda alguma governamental que o estão atendendo e que agora a ANVISA (governo) quer fechar.
Email:: ataide.lemos@gmail.com
URL:: http://www.ataid.recantodasletras.com.br
ANVISA, Comunidade Terapêutica e o Preconceito.
Por Ataide Lemos 27/03/2007 às 11:01
As normas da ANVISA para o funcionamento das CTs de certa forma são bem vindas, pois, o propósito delas é dar melhores condições de tratamentos, de alojamento aqueles que buscam trata-se da dependência química através das CTs. Quem dera todas as entidades que atuam nesta área pudessem dar aos seus pacientes todas as condições necessárias como pede a Agencia da Vigilância Sanitária, sem a necessidade que ela exigisse baixar tais normas. Porem, vivemos uma realidade completamente diferente nas CTs.
ANVISA, Comunidade Terapêutica e o Preconceito.
As normas da ANVISA para o funcionamento das CTs de certa forma são bem vindas, pois, o propósito delas é dar melhores condições de tratamentos, de alojamento aqueles que buscam trata-se da dependência química através das CTs. Quem dera todas as entidades que atuam nesta área pudessem dar aos seus pacientes todas as condições necessárias como pede a Agencia da Vigilância Sanitária, sem a necessidade que ela exigisse baixar tais normas. Porem, vivemos uma realidade completamente diferente nas CTs. Enquanto há pouquíssimas CTs que ofereçam aos seus pacientes (recuperando) todas as condições seja de infra-estrutura, de corpo clinico os quais seus clientes são filhos de profissionais liberais classe A,B; são filhos de industriais, de grandes empresários ou mesmo filhos de políticos, a maiorias das CTs seus clientes são jovens e adultos moradores de rua, ou de famílias que vivem com 1, 2, 3 salários mínimos e que, jamais teriam acesso as estas clinicas citado acima. Muitas famílias não podem contribuir com 1 salário mínimo para manter seu ente numa CT pelo tempo necessário para desintoxicação. É comum famílias se unirem e pedir ajuda há outras entidades, associações, igrejas para poder manter o ente internado por um pequeno período numa CT. Como o processo de tratamento é lento e varia de pessoa para pessoa quando o ente dependente recai após uma internação a família tem que abrir mão de ajudar-lo novamente, pela vergonha de ter que pedir ajuda financeira de novo.
Atualmente mais de 90% das comunidades terapêuticas somente sobrevivem porque seus diretores são pessoas abnegadas e conseguem ajuda financeira de pessoas da sociedade que são imbuídas do espírito de solidariedade. Muitas destas contribuições pequenas vêm de pessoas extremamente espirituais e daquelas que já passaram pela drogas em sua família e que atuam em grupos de apoio. Há varias entidades que sobrevivem porque vendem produtos que os recuperandos produzem na laborterapia. Quase que a totalidade das CTs não recebem repasse algum governamental nem de ordem federal, estadual ou municipal. O que há são exceções, isto é, entidades que acabam sendo apadrinhados por políticos ou mesmo alguns gestores municipais que prioriza o social e então, fazem alguns tipos de convênios com CT, mas volto a dizer, são exceções.
A partir do exposto fica a pergunta; como entidades que vivem com o pires na mão, vivendo apenas do hoje para manter seus recuperandos pode atender as exigências da ANVISA? Jamais elas poderão se adequar a não ser que o estado que criou tais exigências repassem recursos a elas ou mesmo ele ( estado) assuma tais infra-estruturas, ou ainda que o estado faça sua parte promovendo convênios com as CTs para que assim, elas tenham condições financeiras para se adequarem o que pede a ANVISA.
Em todos os Encontros, Conferências, Fóruns promovidos onde o tema é drogas, as reivindicações das CTs é o repasse de recursos por parte do governo, coisa que nunca sai do papel.
Um outro ponto que queria abordar no artigo é que existe uma serie de criticas infundadas sobre as CTs. É comum vermos ser levantado que os diretores de CTs se aproveitam para extorqui seus recuperando ou, mesmo aplicando metodologias medievais e fundamentalistas àqueles que procuram tratamento. Vejo nestas criticas muitas inverdades.
Primeiramente, é preciso dizer que em tudo há os bons e os maus. Como há bons políticos tem os maus, como há empresas honestas existem as empresas desonestas; como há entidades sérias também há entidades desonestas. Esta questão de bem e de mal esta na pessoa e não podemos generalizar. Para isto existe a fiscalização, as leis que coíbem tais práticas. Quando o caso passa para a esfera ilícita quem deve atuar é a justiça. Não se pode generalizar, isto é, porque uma entidade é evangélica, é católica ou de uma outra qualquer espiritualidade ela é boa ou é ruim. Isto para mim tem um nome que se chama preconceito.
Ainda sobre a metodologia é preciso dizer que em qualquer CT o tempo de permanecia no tratamento está condicionado ao recuperando, mesmo que a entidade tenha um período predeterminado. Isto é, o recuperando sai no momento que tiver vontade, isto já elimina o conceito de metodologia medieval e fundamentalista, pois, o recuperando permanece na CT por livre espontânea vontade. Sendo assim, quando ele decide por permanecer é porque está de acordo com a metodologia aplicada.
Finalizando, não tenho duvida em afirmar que nos dias atuais a grande maioria de pessoas que tem problemas com drogas ou álcool e que estão em tratamento estão se tratando em alguma Comunidade Terapêutica. Como também não tenho duvida em afirmar que a grande maioria destes que estão em tratamento nas CTs são pessoas carentes sem condições de custearem seus tratamentos com 1 salário mínimo. Enfim, são estas entidades que não recebem ajuda alguma governamental que o estão atendendo e que agora a ANVISA (governo) quer fechar.
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